Seja bem vindo...

Não estou muito habituado ao ritmo de postagens, ao ritmo "web" de ser, porém estou habituado a me aproximar cautelosamente das palavras sem que elas se firam e firam quem as ouve. Caso algém queime com as palavras ouvidas ou ditas nos textos postados, é porque tem um combustível que se liga ao desejo de mudança.
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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Ah, Viver...

Viver,
ah viver, é como se tivéssemos feito nossa compra nas mãos de Deus.
É como se tivéssemos colocado na sacola as coisas que mais gostamos, e percebido que muitas podem estar inválidas e estragadas.

Ah... viver, é como se tivessemos que atingir o limite sem que o limite exista. É como se usando nossos produtos, tivéssemos que fazer uma comida especial para o mundo, sem saber fazê-la aprendemos com o ato. Para viver eu tenho que amar a vida e ela me amar também. Não posso odiar a vida, pois ela me odiará também, e aí será tarde para fazer as pazes. Deus não troca os produtos. Ele nos dá um vale compras, onde temos sempre a possibilidade de trocar nossas opções, desde que paguemos o preço pela mudança...Vamos aos poucos acertando nosso tempero.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Ha dias em que não estamos preparados para muita coisa. Há réplicas que não pedem ser questionadas.

Hoje retiraram o meu chão, mostraram-me a pura e dura realidade, me impressionaram com a resposta que tanto eu temia. Me fizeram pensar que estou indo pelo caminho contrário.. Esta é a maior das comiserações que eu poderia receber...Hoje sinto-me mal, mal por saber que perdi um tempo ... mal por saber que perdi sorrisos e sobretudo encontrei ilusões...

Hoje me colocaram à margem da realidade, me puseram à margem do que preciso, me sinto um marginal...Estou na margem da vida...Não sei o que faço e posso fazer o pior, da pior forma, ou posso fazer o pior da melhor forma, a diferença é o mnétodo, pois o resultado será o mesmo...

"Não há NADA MAIS TRISTE DO QUE ESTAR SEM NADA, QUANDO SE HAVIA TUDO... Não há nada mais sofredor do que odiar a quem um dia se amou"...

FIM DOS BONS TEMPOS...AGORA É AUTENTICIDADE NA VEIA...

sábado, 23 de abril de 2011

Eu me perdoo por tudo...

Esta noite estava fria, já não sabia mesmo ao certo como iria me livrar daquele tremendo problema que enfrentaria no dia seguinte, uma coisa me era certa, devia enfrentar..

Acordei cedo, lavei o rosto, cheio de olheiras de uma noite muito mal dormida, uma noite indiscutivelmente rara de acontecer. Chegara o dia em que enfrentaria você, o dia em que falaria tudo o que me fazia te odiar, tudo o que de diferente deveria ser, absolutamente tudo o que em algum momento pensei que fosse me matar... A Tarde chegou era segunda e eu me encontrei com você, sabia que tudo já estava pronto para ser falado, pronto para colocar para fora a decepção, mas não consegui o coração batia cada vez mais forte e seu olhar me impedia de me encontrar nesta situação. Aumentava ainda mais o ódio que tinha por mim por não conseguir dizer uma só palavra, queria fugir da sua frente, queria sinceramente deixar você ali e encontrar o meu caminho. Mas não pude, o máximo que fiz foi mais uma vez, te abraçar, beijar e fazer tudo o que você sabe que fizemos. Neste dia você me retirou o chão, retirou de mim toda a possibilidade da palavra que um ser humano possa ter... Não sei mesmo o que sinto por ti, é como se te amasse de tanto ódio que sinto. "Quero que saiba, que tudo o que foi feito, foi exactamente para de alguma forma provar que sou fraco perto de você, sou forte a seus braços e que confio neste péssimo amor..." Não sei nem por qual motivo escrevo isso, mas sei que de alguma forma me sinto bem...

"Eu me perdoo por tudo"...

sábado, 26 de março de 2011

Sorte: maior ferramenta so ser frustrado

(...) Brigamos esta noite e brigamos pela sorte. Diziam que a sorte é o combustível da vida. Não sabia como contesta-los, mas sabia que eu estava certo ao dizer que a sorte não é tão benéfica como diziam. Cheguei em casa. Adormeci
Sonhei
Sonhei
Sonhei
Enfim despertei.

Percebi que havia sonhado com muito mais coisas do que me parecia. Mas das poucas coisas que eu havia lembrado era exactamente que eu havia encontrado um tesouro imenso, cheio de pedras preciosas e das mais valiosas possíveis. Percebi por um segundo que não me recordava da forma como isso foi parar a mim. Devia ser pura sorte. Segundos depois ainda na cama, pensei na possibilidade de que isso não seria nem poderia ser sorte, pois algo eu faria para encontrar isso. Talvez escavei um lugar e achei, talvez quebrei as paredes, talvez jogaram na porta da minha casa. E então entendi que caso tenha ocorrido de qualquer uma  dessas formas não havia sequer algo de sorte, pois em todas as possibilidades pensadas havia o "labor" o trabalho, o cançasso de algo ou alguém. Em qualquer método de se alcançar este tesouro precisa haver algo que o propicie.

Escavar o lugar certo pode ser sorte? Sim!, mas ter a capacidade de escavar não. Quebrar a parede certa é sorte? Sim!, mas conseguir ferramentas e quebrá-la não. Então nesta manhã percebi que nós seres mortais e humanos somos vitimas do nosso trabalho. Conquistamos as coisas ou não, achamos as coisas ou não, e sempre achamos que isso é a Sorte. Hoje venho trazer uma boa notícia. A cada dia mais se decreta a nós que não há sorte em ser o melhor, não há herói sem luta, não há tesouro sem batalha. E caso a sorte possa mesmo existir, eu não quero que ela valha para mim, pois em dois homens, o que tem "sorte" e conquista um tesouro e o que batalha e conquista um tesouro, certamente o segundo será sempre melhor pois este depois do cançasso do labor terá a possibilidade de descansar e se queixar que os pés doem pelo seu serviço mas irão passar com o descanso.O que tem sorte ,certamente, carregará para o resto da vida que "isso não é meu" e jamais se esquecerá que não fez nada para  tê-lo e outro até poderia ser merecedor...

"Assim somos, não enxergamos o trabalho do outro, e nos frustramos por perceber que a sorte nunca nos aparece"

Matheus

quarta-feira, 2 de março de 2011

OUVIR A ALMA

Ouvir o audível é responsabilidade de todo o ser humano. Porém ter a possibilidade de escutar o inaudível e fazer deste, uma ferramenta para aproximar-se da alma humana é responsabilidade da psicologia e sua sabedoria. Pode-se perceber que o sábio T’ai, precisou de tempo, treino, e, sobretudo dotar-se por uma atenção jamais vista.  As entrevistas psicológicas e a psicologia de forma geral precisam ouvir os sons que a alma anseia em dizer, para isso é necessário treino e dedicação.

O entrevistador a fim de saciar uma questão psicológica e psicopatologia precisa abster-se dos sons audíveis, ele precisa compreender que as pessoas não têm facilidade de falar de seus problemas e por isso é necessária uma outra forma de escuta, uma escuta mais acolhedora, mais atenta e, sobretudo mais detalhada. Cabe-nos reforçar que se encontram muitos métodos para encontrar processos prontos e direcionados de escuta, entrevistas diretivas e, sobretudo formas de mascarar o sofrimento do outro, porém a sabedoria da psicologia se interessa pela liberdade de falar de um sofrimento, ouvir um sofrimento, ouvir os sons da alma de maneira diferente.  Pode-se perceber que o sábio gastou um tempo de um ano para decifrar os sons da floresta e não conseguiu chegar ao objetivo, mas gastou somente alguns dias e noites para se atentar à verdadeira essência do som, isso nos é válido para compreender que o que importa não é o tempo gasto para desenvolver esta habilidade, mas sim a qualidade do método e da atenção dada a um sofrimento. É necessário ainda citar que qualquer sofrimento é o sofrimento do paciente, qualquer queixa por menor que seja, é o que faz o paciente se debruçar no sofrimento por isso ouvi-lo como se o seu “máximo” também fosse o meu “máximo”, assim conseguiremos aproximar da sabedoria do rei, que consegue escutar aquilo que as demais pessoas não ouvem, consegue ler a alma através de sua humildade e compreensão e sabedoria.

Ruben Alves psicanalista,  escritor e teólogo também nos faz pensar na possibilidade da escuta como forma de encontrar em nós um espaço de silêncios, um espaço que será preenchido pelo que escutamos. Ressalta a importância dada à escuta no mosteiro da Suíça onde passou por um tempo, e nos afirma que escutar é ter a capacidade de se esvaziar pelas miudezas que as idéias filosóficas nos enchem, ou seja, abrir mão das interferências dos métodos prontos de pensar. Podemos entender a função da psicologia em entrevistar ou da psicopatologia em organizar sintomas no momento em que se ouve o sofrimento. Rubem Alves assim como o sábio rei nos mostra uma forma de olhar para o outro como sendo único em sua queixa, sendo singular em seu problema e, sobretudo com a grandiosa importância de ampliar a nossa escuta para além daquilo que ouvimos. É compreender que no silêncio se ouve coisas, e estas estão dotadas de emoção e sentimento, mas para isso é necessário se esvaziar do mundo, se esvaziar das questões prontas e viver cada momento como sendo uma nova oportunidade, de escuta, de percepção.

A psicologia batalha para isso, a psicopatologia busca este entendimento, mesmo que para compreender esta essência seja preciso abrir mão dos métodos convencionais, e assim como diz Rubem Alves: “aí agente que não é cego abre os olhos” dando-nos a possibilidade de ver para além do que se mostra, e “abre os ouvidos”,  escutando  para além do que se  ouve.A psicologia está aí, lutando para enfatizar esta escuta, uma escuta que não requer muita cerimônia, uma escuta que não precisa de lugares faraônicos, uma escuta que em sua simplicidade consegue atingir toda a alma humana.

“Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana" (Carl Gustav Jung)

Matheus Henrique

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Há um herói em você

"Ainda penso que caminhamos para nos envergonhar dos humildes, tornar-se bom neste mundo tem sido teoricamente tornar-se membro de um grupo, não importa, bom mesmo é ser como todos são"


certo dia, passeavam pela calçada, mulher, marido e filhos. Percebiam o desânimo da vida em seus olhos, percebiam o passar do tempo em suas pernas. A filha mais nova descobre que as borboletas não se cançam e que voam sem cessar, ela realmente vê beleza nisto. O filho mais velho, com seus 17 anos, descobre na calçada rastros de jovens meninos que por lá passaram deixando cada qual sua marca de suor dos jogos de futebol da quadra da esquina. E perbcebiam que tudo poderia se tornar lindo, desde que olhado pela forma corrreta, percebiam que velhice é experiencia, que a água pode até matar se não souber nadar, que o fogo queima se esposto por muito tempo. Viam na cidade, uma tristeza infinita, onde as pessoas deixaram de lado a beleza da vida, a certeza da vitória e o sucesso que a uta nos traz, e agora depositam toda a fé nas coisas, no trabalho, no dinheiro. a cada passo que dão, percebem que a vida se acaba aos poucos, e que se vive para morrer. Na verdade o maior dilema que se passa nas claras memórias da família é o peso de uma vida sofrida, uma vida marcada pela dor, pelo dissabor de sentir que não se pode mais, quando ainda muito se pode. Esta é a típica família, a família do mundo, que caminha  sem saber para onde está indo, tampouco se sabe se quer ir para algum lugar.

Assim tem sido os ultimos tempos, nossa vida não passa de uma covarde luta, uma luta que travamos com nosso interior, uma luta que jamais vimos beleza no que é belo. Estamos estafados, estamos predestinados. Porém hoje ainda existe uma boa notícia, a familía que caminha nas estradas desconecidas pode renovar  o espirito somente com a força da fé. Sabe-se que fé é confiar que é certo aquilo que se faz, e crer nesta certeza transcedental. Por isso desmascaremos nossa arrogãncia, assumamos no mundo a responsabilidade de quem somos e lutemos pela vida, não deixemos que humildade se torne utopia nem que virtude se torne desejo, sejamos corajosos. iremos sim, cair mas a arte da guerra é exatamente jamais jogarmos a bandeira.

" Quando sentir que não dá mais, olhe para dentro de você, existe uma força pedindo para vencer"


MATHEUS HENRIQUE




quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

DEUS

Na verdade, há um grande equivoco no fato de as pessoas crerem que o que fazem as lvará à certeza da verdde infinita. Estou cada dia mais certo de que Deus não quer os membros desta ou daquela religião, os que fazem ou os que não fazem  algo segundo um dogma, Deus deve se preocupar realente com o fato de vivermos crendo que estamos fazendo o certo, não creio de ele nos condenaria por viver achando que estamos no caminho certo, não estando... e nem é tão certo achar que os outro também não possam estar. Todavia, acho que nos preocupamos muito com algo simples de resolver...cada um trabaha com as ferramentas que tem, desde que estas não sejam para estragar a construção do outro...


"Há mais coisa entre o céu e a terra, do que sonha a nossa vã filosofia" ( Shakspeare)
Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja gerado em vós (Galatas 4:19)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Feliz ano novo?


Ano novo! SIM, estamos proximos ao ano novo. Em alguns momentos pensamos se realmente é correto dizer que um unico dia separa uma vida da outra. O fim de um ano e o inicio do outro está para além da cronologia  tempo, minutos, segundos.... Na verdade a diferença consiste na forma como estamos vendo nossas possibilidades, resignificando nossa vida. Para o ano novo construimos uma grande lista das coisas que vamos mudar, das coisas que queremos conquistar, e será que ja reparamos que jamais somos capazes de realizar isso? Sim! O ser humano jamais será capaz de realizar-se, pois jamais nos realizamos... "o sonho conquistado já é outro a se conquistar..." Que bom que somos assim, pelo menos desta forma fazemos com que Nieztzch esteja correto ao dizer que o homem nao tem limites, pois pode vencer sua potencialidade...Para o proximo ano não desejo a ninguém um "Feliz ano novo", pois felicidade não é bem que se mereça, Não desejo a ninguém próspero ano novo, pois o que deve prosperar em nós não é o que virá e sim o que já se passou de prazeroso... Jamais desejar-me-ei, que realizes seus sonhos, pois não conseguiriamos suportar as dores de vêlos tornandose reais, frustrariamos conosco.. Mas uma coisa eu digo, o maximo que alguém possa ouvir de mim nestas epocas é " Aproveite as festas", pois este é um dos, senão o único, momento  em que sempre todos confiam que será melhor.... Mas seraá? " Que bom que mesmo não sendo pensamos que possa via a ser, por mais que nos primeios novos  minutos"

Aproveitem as Festas, são os meus votos para os minutos mais mascarados deste tempo... 

Reflitmos no aforismo chinês: "Cuidado com o que desejas, pois poderá ser atendido..."

Matheus Henrique

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Meu brilho

   " Sinto muito frio, o sol já não me aquece mais, me expûs a ele e ele me queimou...desafiei-o e ele voltou para me arrancar a pele... Na verdade hoje sinto muito frio, pois o sol que brilha lá fora já não reflete seus raios para mim...Hoje sou esta sombra, afastada, opaca, fria e sem vida. Certamente para me tornar feliz acabo crendo na Fisica que afirma que para que a sombra exista, é preciso que haja pelo menos o brilho de uma luz"...(Matheus Henrique)

Ah o Amor...

Dia desses me peguei lembrando de você, e percebi que o lugar mais perto que conseguia alcançar era somente o sonho. Você já não está mais aqui... SIM! Acho que agora acabei admitindo sua auxência, pois percebi que chorei e nção esteve aqui, que cai e não esava para, como sempre, me levantar, que perdi e não tinha o ombro para chorar....Esta sem dúvida não pode ser a única forma de lembrar de tí... Deve ter uma maneira de mesmo distante, te ver, te sentir e te abraçar... AMOR... talvez seja esta a unica forma de aproximar-me de ti novamente  Pois o amor não tem distância, não tem razões, não tem porquês....No amor se vê uma coisa ruim, que nos move para sentir-nos bem...

"Eis o amor, eis o sentimento mais bruto e mais leve dos que depressiam os homens". (Matheus)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O QUE IMPORTA?

Há momentos em que a vida nos faz reconstruir os pedaços deixados lá atrás...
Hoje tenho a certeza de que nem Lacan com sua veemência, nem Agambem, com seu senso crítico, poderiam apontar tão bem a reconciliação quanto eu...

O meu passado hoje se revive, as pessoas que de alguma forma passaram por mim sem deixar marcas, hoje tem possibilidade de confortar meu coração, não com uma palavra amiga, não!, Sem pretensão. Mas com a possibilidade de falar sobre o que realmente importa. “Ter pessoas pra falar sobre o que importa, isso sim importa.....” (Matheus Henrique)

“...que a importância de uma coisa não se mede com fita métrica nem com balanças nem barômetros etc. Que a importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós, por mais que produza pouco, mas que produza... “

Matheus às amizades que foram amizades, não são amizades, mas verdadeiramente importa...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

CAIR É AMAR

ASSIM QUE CAIRES, PREOCUPE-SE COM QUEM PODE ESTAR OLHANDO PARA VOCÊ, POIS DE QUALQUER FORMA VOCÊ ESTÁ OLHANDO PARA DENTRO DE SÍ E SE SENTINDO BEM COM ISSO... OLHAR PARA SÍ, É TER A CAPACIDADE DE AMAR-TE ANTES QUE OS OUTROS, ASSIM COMO DIZ FRNANDO PESSOA “ AMEI-TE ANTES MESMO DE TE AMAR”, É SIMPLESMENTE RECONHECER QUE ANTES DE AMAR AMAMOS O QUE NOS OUTROS TEMOS EM NÓS...ENTÃO AO CAIR, RIA DE SI MESMO PARA CONSEGUIR VER SENTIDO NO QUE OS OUTROS FAZEM...

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

QUANTOS ANOS TEMOS?

É mesmo, perguntaram-me quantos anos tenho...e pela primeira vez parei pa pensar...” Quantos anos tenho”... Pensei e pensei... E respondi:
“Não sei”
- Não sabe? Como assim?
-não sei quantos anos tenho, só sei quantos anos perdi..

“Ninguém sabe quantos anos tem... Nós não temos nossa idade, pois ela já se foi, e a perdemos, nós só temos a incerteza de quantos anos ainda  temos...

sábado, 9 de outubro de 2010

PEGADAS NO CORAÇÃO

Há um ano atrás tive um encontro jamais esquecido.
No leito de sua dor reprimida, vendo o resto de vida passar, esperando que seus medos se vençam, aguardando que suas forças acabem, encontrei-me com ele. Já sem força, já sem ânimo e com brilho nos olhos, tentou retirar o lençol amarelo que escondia os pijamas vermelhos, cor do amor, fez uma força tamanha para abrir os braços. Eu estava só, eu e ele, nesta ultima força perto de mim. Percebi o que quis dizer de braços abertos “me dá um abraço, ainda tenho forças pra dizer algumas coisas”, disse isso sem palavras só com olhar. Fui a seu encontro, tentou respirar novamente, senti em meus ombros a tortuosa força de quem ama, mesmo com poucas forças, ele não disse nada, mas com este abraço me fez relembrar toda nossa história juntos, me fez ver nitidamente cada segundo vivido com ele, me fez ficar sem fôlego com seu abraço de pouca força e muitas visões. As forças começaram a acabar, a respiração pedia que fosse renovada, ele então me solta de seus braços, como que soubesse que eu havia entendido suas “palavras transferidas”, e já nos ultimos milésimos de respiração sorrateira, diz” te amo viu”. Neste momento sabia que algo em mim havia mudado, sabia que precisava ter revivido aquilo, pois na semana seguinte eu não o veria mais, não o veria partir, não o veria se despedir dos demais. Ele se despediu de mim, assim, como quem não sabia ser culto, mas sabia ser sábio, não disse palavras, mas me fez reviver nossos momentos, não disse uma declaração, mas, tentou dizer “te amo”... retirou meu chão, me desvestiu da arrogância que em meu peito havia, me pôs à prova do amor.

Enfim, essa é a história da vida, sim, pois a vida não morre, ela pode não estar ao meu lado sempre, porque está sempre em meu coração, é como dizer sem rodeios “uma só carne”.

Eu vivi a maior declaração de amor que alguém possa viver, pois a maior declaração é essa, quando alguém se declara a você sem dizer uma palavra, e você entende, sem a capacidade e competência de retribuir...


"A saudade, é este sentimento que aperta o coração de uma maneira, que só a certeza das lembranças consegue soltar" ( Matheus)

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

ELA SEMPRE SERÁ ROSA


“Vi tantas rosas e logo me perguntei, porque a mais linda se foi? Não obtive respostas, mas senti um vento no rosto que secava as minhas lagrimas, o vento me conduzia pra frente, me levou para uma direção que eu não sabia por que, acho que a resposta que tive era essa, é preciso ir pra frente, pois o mundo não irá parar pra eu colher outra rosa, concordo, ele está certo. Seria muito egoísmo meu querer outra rosa senão a que está dentro de mim” (Matheus).


Naquela noite, Ziza estava lá, olhando para o céu e percebeu que havia uma estrela a menos. Contou, recontou e percebeu que a mais linda estrela estava lá, escondida, ofuscada, apagada. Mas, ao Ziza fixar seu olhar na linda estrela, percebera que ela voltava a seu brilho, é como se Ziza de alguma forma restaurasse o brilho perdido.
Ela gostou da brincadeira, e percebeu que ainda havia uma forma de sempre ver a mesma estrela brilhar. Percebeu que ao fechar os olhos ela via a estrela no seu lugar, reluzente, luz celeste luz que jamais se apaga. Ao abrir os olhos, estava lá aquela estrela mórbida, seca, opaca.



Ziza era uma garota supersensível, e não conseguiria dormir sabendo que uma estrela estava diferente das outras, é como se essa estrela não estivesse lá, ela chora, briga consigo mesma e não encontra respostas no “porque” disso. É como se ela sentisse o apagar de sua vida também. Ela continua sua caminhada, e encontra uma rosa amassada no chão, dentro de uma poça de lama, ela pega a rosa, olha fixamente pra ela, seca as lagrimas dos olhos... E dá aquele sorriso que outrora jamais havia dado.

Termina a historia, mas... Eu posso traduzir o que a Ziza pensou, ela deve ter olhado para a rosa e pensado: “A vida me retirou uma estrela, e me deu de troca uma rosa amassada e suja, estou ganhando da vida. A estrela eu posso fechar os olhos e vê-la brilhar, a rosa eu posso lavá-la e sentir seu perfume pra sempre”.

Não sei se esse pode ser o pensamento da menina, mas sei que de alguma forma o mundo mudou, pois podemos reviver, de alguma maneira, o que não está mais no lugar.
Matheus Henrique

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A MENINA E O CÃO



Jany, uma garota linda, olhos azuis 13 anos vive com seus pais que trabalham fora, e um cão, o boby, que parece ser seu único amigo. Porém havia um grande problema, Boby, não podia morar com ela, Boby saia de casa por uns tempos, fazia viagens e depois voltava. Eles mantinham uma relação linda, uma relação de amor, afeto e, sobretudo união. Boby ia para o pólo norte e voltava com pelos cobertos de neve, se abraçavam e se aqueciam. Ele voltava cheio de histórias pra contar. Ia para o Nordeste brasileiro e voltava aquecido, contando histórias de suas experiências com o lindo pôr de sol. Eles se amavam. Se amavam de uma forma como não se vê em qualquer povoado. Amavam-se como se houvesse realmente as únicas pessoas a se amar na vida.

Boby se ausentara sempre da presença da menina, por um motivo desconhecido, porém sempre que retornara á casa, eles festejavam juntos como se vissem pela primeira vez sempre. “Há momentos em que a felicidade da volta era tanta que chegavam a se abraçar por horas, é como se neste abraço de amor, eles conseguissem se entender de uma forma onde pais nem mães conseguem substituir”. Jany sempre falava com Boby para que ele não saísse, não a deixasse, e vivesse sempre com ela. Boby por sua vez jamais respondeu a nenhum desses questionamentos da menina.

Em uma noite solitária, uma noite chuvosa em que Jany não sentia a presença de Boby, teve uma idéia que alimentara sua solidão, pensou em preparar uma armadilha para que seu amigo nunca mais saísse de sua presença. Preparou todas as grades, arrumou tudo para que Boby pudesse suprir sempre sua companhia. Demora uns dias para que seu amigo voltasse, pois fizera uma longa viagem para as grandes geleiras do Alasca, queria trazer aquele frescor e novas histórias para contar para Jany. Ao chegar vai direto à armadilha já preparada.  Jany percebe que teve êxito e sucesso para fazer com que Boby sempre estivesse a seu lado.

Aproxima-se a Boby e diz com lagrima nos olhos:

_ Boby, agora sempre estaremos juntos, agora podemos nos amar, podemos juntos viver melhor e você sempre estará comigo.

Boby  triste replica Jany, e diz:

_ Não Jany, agora jamais seremos felizes novamente, pois é a distancia que alimentava a nossa amizade e nosso amor. Jamais terei oportunidade de sentir saudades de você. Estando sempre a seu lado serei somente mais um que se cansa das mesmas histórias e sem ter novas coisas para alimentar nosso amor.

Neste instante, Jany percebe que há momentos no mundo que precisamos abrir mão daquilo que mais amamos na vida, pois somente assim teremos tempo de não nos cansarmos de amar...

“Amigo é aquele que não te acha todos os dias, amigo é aquele que te procura quando tem algo novo para alimentar a força do amor, precisamos dar tempo à saudade”

Matheus Henrique

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A DESCOBERTA DA VIDA


Na verdade estamos sujeitos às injurias da vida. Na verdade tudo isso é incerto. Será que realmente vale a pena fazermos tudo o que fazemos? Ou ser tudo o que somos? O que é o certo e onde está à vida correta ou o jeito correto de ser?

A vida nada mais é do que uma luta incerta, se ganharmos podemos estar perdendo ou se perdemos pode-se ser o triunfo. Não se sabe ao certo o que é certo. A poesia está aí, para fazer com que o poeta trate a vida como se ela, mesmo valendo muito, nada valha. A psicologia está aí para fazer com que você se sinta feliz sendo quem você quiser, fazendo o que você quiser e pensando como o quiser.

Este é o segredo da vida, arriscar representar um papel, sempre confiando que assim como na loteria, estamos arriscando o certo. Isso é felicidade.

domingo, 12 de setembro de 2010

GERAÇÃO MÁSCARA

Num dia nublado de julho, férias de escola, os ricos na rua, os pobres fazendo bico, passava um garoto de uns 15 anos pela avenida principal do subúrbio mineiro. Encontrou um velho, 65 de experiência. Ao vê-lo pergunta ao garoto:


_ Quem é você?

_ ah me chamam de João

_ também me conhecem como mestre, pois tenho 65 anos e as pessoas me vêem como ancião experiente. Mas me fale uma coisa, o que faz assim nesse horário andando pela rua?

_ Nada senhor, sempre andei pelas ruas sem fazer absolutamente nada.

_ Mas...

_ É sim... Abandonaram-me aos seis anos, morei com vizinhos meus que me tocaram como se fosse um animal.

_ Mas... Você pensa na vida? Pensa em estudar? Ainda vê esperanças de que pode viver algum dia de forma diferente?

_ Claro que não senhor, já viu o mundo aqui fora como é? Já viu como pensam os ricos por aqui? Você sabe o que fazem quando me vêem sujo e sem dinheiro deste jeito? Tem nojo

_ Sabe filho, minha vida é muito corrida, meus filhos muito unidos a mim, tenho que mesmo nessa idade dar conta da casa, perdi minha mulher há cinco anos, e sabe como é, o mundo não para secarmos as lágrimas da perda de uma pessoa.

_ Sei sim, perdi minha família e o mundo nunca me ofereceu um lenço para me consolar, por isso não me vejo diferente. Sabe não me vejo amanhã, acordar pra mim é sempre uma surpresa.

_ Olha menino, eu não tenho muito que fazer nem tanto o que te ajudar, mas... posso te fazer um convite de ir na confraternização de aniversário da empresa em que trabalho hoje a noite, talvez me dê sorte no sorteio dos móveis e eletrodomésticos. Quem sabe assim posso dividir com você?

_ Muito obrigado moço sabe, isso me acontece muito, todos os dias, as granfinas pessoas me dão aparelhos de som, e não tenho energia, me dão filmes e não tenho TV, me dão celulares usados e nunca os liguei porque nem sei pra que serve, e esquecem de que se me derem comida eu terei sim estômago.

_Como assim?

_Eu não quero muito, só quero que alguém olhe pra mim diferente, não me olhe com tanta pressa e nem me dirija à palavra como se eu não valesse nada, queria que pelo menos alguém me visse como um menino que sonha que quando acorda surpreso também acha que tudo é diferente, mas não é eu quero que alguém perca um tempinho me dando um abraço me dando uma palavra, ou quem sabe tentando mesmo que desnecessariamente me convencer de que eu posso ter sucesso na vida. Não quero nada além de alguém que me complete para eu me apoiar.



O velho silencia. O garoto abaixa a cabeça, chora e seca rápido suas lágrimas para orgulhosamente não mostrar sua dor. Neste momento o mestre olha para ele e diz:



_ Sabe filho, me chamam de mestre, acham que sempre ajudo, porém hoje você me fez ver a vida de uma forma na qual eu jamais havia visto e jamais havia pensado a respeito, você me fez concluir que todos nós negamos os nossos desejos, mentimos, amamos, somos tristes e vivemos com pressa na vida, passamos rápido demais e nunca olhamos no outro aquilo que nos completa. Jamais assumimos que falseamos o orgulho ou que jamais fomos verdadeiros com as pessoas. Só há esta vida, e frequentemente decidimos perder um dia dela estando desassossegado por não ter sido diferença para as pessoas. Sabe hoje você fez com que meu dia seja diferente, porque você me provou que os mais felizes são os que menos tem, pois estes conseguem ver a realidade sem usar a máscara da farsa existencial. A farsa que nos faz ser no mundo sem estar nele. E amar os outro sem apostar que ele pode fazer a diferença.



“A geração dos mascarados está aí, compre já a sua, máscara para quem quer ser infeliz, e mascara para o desamor, são de graça, basta confiar no mundo que já está pronto” (Matheus Henrique).